Portugal reforça presença em Fujisawa antes dos Surdolímpicos Tóquio 2025
A poucos dias da estreia nos Jogos Surdolímpicos Tóquio 2025, a Missão Portuguesa recebeu em Fujisawa uma visita carregada de simbolismo. O Embaixador de Portugal no Japão, Gilberto Jerónimo, deslocou-se ao Kanagawa Prefectural Sports Centre para conhecer os atletas, os treinadores e todo o staff que se encontram em estágio de aclimatação. A presença do diplomata reforçou o apoio institucional num momento crucial para a Seleção Nacional.
Com grande proximidade e simplicidade, o Embaixador transmitiu palavras de incentivo e destacou a importância de representar Portugal numa competição centenária que reúne cerca de 3.000 atletas de 80 países. Sublinhou ainda o orgulho da pequena comunidade portuguesa no Japão, composta por apenas 800 pessoas, acentuando que todos estarão a torcer pela equipa a milhares de quilómetros de distância.
"Eu vou lá estar para vos ver. Desejo-vos muitas felicidades. Ficamos a torcer pelas cores de Portugal e por vocês, corra tudo bem. Tinha muita vontade de cá vir", afirmou Gilberto Jerónimo, sublinhando a importância pessoal desta deslocação.
A comitiva portuguesa cruzou-se também com responsáveis da Direção-Geral dos Desportos da Prefeitura de Kanagawa, cujo acolhimento foi considerado exemplar. Gilberto Jerónimo destacou a afinidade histórica entre Portugal e o Japão, salientando que Fujisawa se tornou “um pequeno Portugal”, graças à hospitalidade local e ao espírito de proximidade entre os dois países.
Tiago Carvalho, diretor executivo da Missão, evidenciou o valor emocional da visita, recordando que, mesmo longe de casa, estes gestos criam um ambiente de familiaridade e motivação. Também Susana Lourenço, Chefe de Missão, reforçou o significado simbólico de receber o apoio da Embaixada numa fase pré-competitiva tão exigente.
“Estamos muito gratos quer ao município de Fujisawa, quer a Kanagawa pelo acolhimento. Diria que Fujisawa quase se tornou um pequeno Portugal. E ainda bem que assim é porque a hospitalidade japonesa lida bem com a maneira de ser portuguesa. São dois países que se conhecem há muito e que renovam sempre estes importantes laços nestas ocasiões.”
O diretor executivo da Missão, Tiago Carvalho, realçou o impacto emocional desta presença:
"Mesmo quando os atletas estão fora de casa, há um bocadinho de casa com eles. Neste momento mais descontraído, que é possível haver antes da competição, sentimos também que há aqui uma vontade de os acompanhar e de estar com eles. Ficamos sensibilizados com o gesto”, declarou.
Susana Lourenço, Chefe de Missão, sublinhou o apoio da Embaixada à Missão Portuguesa e o significado da visita de Gilberto Jerónimo:
“Estamos longe de casa, mas sentimos o carinho e a força de Portugal aqui connosco. A sua presença dá-nos ainda mais motivação. Foi um gesto de grande significado e estamos-lhe gratos.”
Durante a tarde, atletas, staff e membros da comunidade local partilharam atividades físicas e culturais: exercícios adaptados, jogos tradicionais japoneses, aprendizagem de kanji e origami. A judoca Joana Santos, acompanhada pela sua parceira de treino, Mariana Lot, deu uma demonstração que despertou grande interesse entre participantes surdos.
O dia terminou com um gesto de cortesia do presidente da Câmara de Fujisawa, Tsuneo Suzuki, que ofereceu Satsumaimo — a batata-doce típica da região — à Missão Portuguesa, reforçando a troca cultural entre os dois países.
A Missão ruma agora a Tóquio, onde este sábado decorre a cerimónia de abertura dos Jogos Surdolímpicos. No domingo entram em ação os primeiros representantes nacionais: a judoca Joana Santos e o atirador Nuno Esteves.
Portugal participa pela nona vez nesta competição multidesportiva, que celebra este ano o seu centenário e que é a segunda mais antiga do mundo depois dos Jogos Olímpicos. A comitiva portuguesa integra 13 atletas distribuídos por atletismo, ciclismo, judo, natação e tiro, além de equipa clínica, staff do Comité Paralímpico de Portugal e uma intérprete de Língua Gestual Portuguesa.
Os próximos dias prometem emoção, entrega e a esperança de acrescentar novas páginas ao percurso histórico de Portugal nos Surdolímpicos, onde já conquistou 17 medalhas desde 1993.
Fotografias de Erika Ikeda/CPP
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Nota de Imprensa | Conteúdo fornecido pelo Comité Olímpico de Portugal.

