Café: o “fuel” laboral e social
Vote Sim! Coffee Break para todos
O seu dia nunca começa antes de um bom café? Junte-se ao clube, já representamos 78% da população Portuguesa, estamos em clara maioria. Não há como sentir-se sozinho neste momento. E os outros 22% da população? Bem, esses, podemos dividi-los no grupo que não simpatiza com o sabor desta bebida ancestral e no grupo dos hipertensos, que por razões óbvias não podem nem devem consumir. Imagina um dia de trabalho sem café? Pois, eu também não… nunca experimentei, mas algo me diz que a ser possível (que não é garantido), vamos ter a companhia pouco simpática de uma “dorzinha de cabeça”. Neste mundo acelerado, em que andamos a correr constantemente atrás de “cenourinhas*1”, precisamos de estar sempre alerta, não é admissível que a performance cognitiva esteja em modo “caracol”, precisamos daquele estímulo para dar o passo em frente, para cumprir os “deadlines”, enfim, para fazer o impossível. Salário baixo e altíssimas exigências, assim vai o mundo na cauda da Europa.
Gostamos mais de desfrutar do “coffee break” nos “snack-bar”, esplanadas, pastelarias ou mesmo naquelas máquinas de moedinhas que existem um pouco por todo o lado. É um momento de prazer, uns tornam-no social enquanto outros preferem a introspeção, seja como for, é inegável que somos felizes naqueles minutinhos. Com açúcar? Nem pensar, mil e uma razões para não o fazer, substitua o açúcar (que só lhe faz mal) pela leitura de uma revista de qualidade, como a Draft World Magazine (que só lhe faz bem). Adoçante? Não… não vão por aí, qual o sentido de mudar o sabor de algo que já é naturalmente delicioso? Um verdadeiro amante jamais adultera um sabor já de si divino.
O planeta gira, os cenários mudam, mas o número de aficionados no café não diminui, muito pelo contrário, novos fãs têm aparecido. Por norma, este amor começa a ganhar forma com a chegada da idade adulta, estarão as faculdades e mundo laboral relacionados com este facto?
Com a pandemia e a chegada do fenómeno teletrabalho, os portugueses fizeram um grande investimento na máquina de café lá de casa, para além de parecer uma peça de arte futurista (digna da estação espacial internacional) e, de contribuir para o “look” moderno do ninho, têm cada vez mais funcionalidades, cada vez mais libertam um produto de maior requinte.
Decerto já reparou que anda aí um concurso: quem tem a máquina de café mais “fixe”?
Ninguém reconhece ou sequer verbaliza, tentam disfarçar… uma competição acesa entre familiares, amigos e vizinhos, uma verdadeira prova de afirmação social… a máquina de café e o tipo de cápsulas que a alimenta desfilam numa “passerelle imaginária”, exibem status como se de um smartphone da pera ou de uma porcelana da vista feliz se tratasse. Ainda não chegou ao nível de um veículo elétrico americano, mas para lá caminha!
Independentemente do grau de exibicionismo ou do grau de competitividade entre os aficionados, tenho de reconhecer que o café consegue ao mesmo tempo ser um “fuel” laboral e social. Que outro produto conhece com as mesmas características?
“Even bad coffee is better than no coffee at all”.
David Lynch
“Black as the devil, hot as hell, pure as an angel, sweet as love"
Charles-Maurice de Talleyrand
Que outro produto conhece em que apenas sentir o seu aroma aguça o cérebro e promove um aumento do desempenho? Não sou eu que o digo, mas sim um grupo de investigadores que publicaram no “Journal Of Environmental Psychology”. Até quem não gosta de café não resiste ao aroma dessa bebida.
Foi graças ao café que hoje tive um dia super produtivo no trabalho e, sem ele não teria sido possível escrever-vos estas linhas, que tanto prazer me deram.
Um bem-haja para vós…“coffee lovers” que fazem este país andar para a frente!
*1 | “Cenourinhas” – Projetos, reuniões, lucros, etc.